Neurofisio Intensiva

Meu filho é autista? Conheça alguns sinais a serem observados

Você já deve ter ouvido falar que muitas crianças com o transtorno do espectro autista (TEA) apresentam desenvolvimento normal até os 18-24 meses e depois parece que param ou regridem. Entretanto, há casos em que a criança dá alguns sinais do transtorno já nas primeiras semanas de vida, quando instintivamente deveriam procurar por quem fala com eles. A criança autista foge do contato visual, mesmo durante a amamentação, momento em que o bebê olha nos olhos da mãe já com horas de vida. Essa interação social é importante para o estabelecimento de laços, mas crianças com TEA têm dificuldade na socialização e sem essa capacidade ficam isolados.

Arte: Anderson Araujo / CB / DA Press
Geralmente o diagnóstico vem com idade entre 3 e 5 anos, período em que o comprometimento social se torna mais evidente, mas os pais podem ficar atentos a alguns sinais muito antes disso:

Entre 2 e 3 meses – Não faz contato com os olhos;
Cerca de 6 meses – Não sorri;
Cerca de 8 meses – Não acompanha você com o olhar quando se afasta dele;
Cerca de 9 meses – Não balbucia palavras, não estende os braços quando a mãe entra no quarto;
Cerca de 1 ano –  Não procura por você quando o chama pelo nome, não dá “tchauzinho”;
Cerca de 1,5 ano – Ainda não pronunciou nenhuma palavra inteligível;
Cerca de 2 anos – Ainda não elaborou nenhuma frase com começo meio e fim.

É importante que fique claro que a identificação de alguns sinais não deve ser motivo para entrar em pânico, mesmo porque cada bebê tem seu ritmo próprio. Além disso, existem outros transtornos e distúrbios do desenvolvimento e linguagem que apresentam sintomas parecidos. Se você perceber um ou mais indícios, a melhor coisa a se fazer é procurar um especialista (médico/psicólogo).

De acordo com a psicopedagoga da Neurofisio Intensiva, Juliana Almeida, quanto antes o tratamento iniciar melhor serão os resultados. De uma maneira geral, a criança precisa de ser estimulada por uma equipe multidisciplinar de médicos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, psicólogos e psicopedagogos, para que comportamentos disfuncionais sejam inibidos e habilidades sejam desenvolvidas.
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