Neurofisio Intensiva

A Integração sensorial para a paralisia cerebral

Você sabe o que é a integração sensorial e qual a sua importância para o desenvolvimento infantil? Trata-se de uma técnica que relaciona as sensações corporais, os mecanismos cerebrais e a aprendizagem. De acordo com a Terapeuta Ocupacional Anna Jean Ayres, desenvolvedora dessa metodologia, a Integração Sensorial é o processo pelo qual o cérebro organiza as informações, de modo a dar uma resposta adaptativa adequada, organizando dessa forma, as sensações do próprio corpo e do ambiente de forma a ser possível o uso eficiente do mesmo no ambiente, ou seja, é a organização de informações sensoriais, provenientes de diferentes canais sensoriais e a habilidade de relacionar estímulos de um canal a outro, de forma a emitir uma resposta adaptativa. É a habilidade inata do indivíduo em organizar, interpretar sensações e responder apropriadamente ao ambiente, de modo a auxiliar o ser humano no uso funcional, nas atividades e ocupações desempenhadas no dia-a-dia, melhorando o processamento do sistema nervoso, fornecendo uma base estável para a formulação e execução de um comportamento adequado.

Inicialmente a Terapia de Integração Sensorial era destinada às crianças com distúrbios de aprendizagem, sem nenhum diagnóstico, no entanto, de acordo com várias pesquisas, atualmente esse método é utilizado em pessoas que possuem diversos diagnósticos, além de distúrbios de aprendizagem, como lesão neurológica, TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) síndromes genéticas, retardo do desenvolvimento neuropsicomotor, Autismo, deficiências mentais, transtornos mentais, Paralisia Cerebral, adultos com patologias que afetam as funções sensoriais, entre outros transtornos invasivos do desenvolvimento.

Tendo em vista que tudo que fazemos no nosso dia a dia depende de informações sensoriais, as crianças que apresentam comprometimentos nesse processamento, tendem a ser mais desorganizadas, com dificuldade de prestar atenção, e se relacionar com as pessoas, pois não organizam e não interpretam a informação recebida da mesma maneira que os outros. Sendo assim, os principais componentes da intervenção incluem uma abordagem sensorial rica, dentro de um contexto de brincadeiras que vão se tornando gradualmente mais complexas para promover respostas cada vez mais maduras e organizadas, resultando em novas aprendizagens e comportamentos.

A Clínica Neurofisio Intensiva dispõe de uma sala com em equipamentos e brinquedos interessantes, centrados nas vontades da criança, como bolas, redes, skate, trapézio, rolo suspenso, balanços e cama elástica, que despertem os estímulos sensoriais desejados. São desenvolvidas atividades táteis para que o contato produza informações básicas como temperatura, textura, forma de objetos e como pegar. Essa interação gera uma cadeia de sensações, trabalhando o sentido tátil e apresentando informações novas ao cérebro ajudando em outras atividades como deglutição (alimentação), noção do ambiente entre outros. 

Segundo a terapeuta ocupacional Natani Belli, todas as atividades são realizadas com base nas características individuais de cada paciente”. Os equipamentos e o espaço terapêutico devem ser adequados às necessidades de cada paciente, levando em consideração a avaliação do perfil sensorial e comportamental da criança, conclui Belli.

Fonte: Comunidade Aprender Criança

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